Aquele que te descreve bem,
nem sabe do que fala.
Fez mestrado em bares e escreve coisas bonitas.
Só se esqueceu de sentir
esqueceu, ou não teve tempo pois estava muito ocupado em prencher seu vazio.
Ocupado com rimas, melodias.
Em tentar matar o tédio,
se perdeu
na satisfação,
nos atos vazios.
Sem tempo de voltar
muito bom,
dessa vez não fui eu.
Eu volto a minha escuridão de olhos abertos.
Os outros voltam as mesmas
E nessa luz negra
permaneço
intacta,
sem adeus.
Prefiro os olhos arregalados
O amor não é um jogo de perdas.
domingo, 25 de maio de 2008
No way
Ok Honey,
no words,
no smells,
nothing else
I like that you are writing
but not about drinking vodka.
You said
drink tea
and I say
no way
I will hold on to the piece of your heart.
I will take good care of it,
but it is not tea time
you should know
the birthmarks that are my trademark
You should know
that i m moving fast
If he don t smile or smoke
I ll not be the one who never looks up
I smile at your answer
I ll make it easy
waiting for you to come back
Times is on my side
making me think
for many times I've tried
The wrong
The right
The no one
He leave me laughing
he wants to be loved
And i want to be free
I must shriek
smoking, drinking and smiling
suffering the atrocity of the murderers
i wish it dead or away
cause i found my way
Taking always the left
no matter why
and where
i ll be there
in his honor
a bottle of vodka
and a packet of cigarettes
with all my love
no words,
no smells,
nothing else
I like that you are writing
but not about drinking vodka.
You said
drink tea
and I say
no way
I will hold on to the piece of your heart.
I will take good care of it,
but it is not tea time
you should know
the birthmarks that are my trademark
You should know
that i m moving fast
If he don t smile or smoke
I ll not be the one who never looks up
I smile at your answer
I ll make it easy
waiting for you to come back
Times is on my side
making me think
for many times I've tried
The wrong
The right
The no one
He leave me laughing
he wants to be loved
And i want to be free
I must shriek
smoking, drinking and smiling
suffering the atrocity of the murderers
i wish it dead or away
cause i found my way
Taking always the left
no matter why
and where
i ll be there
in his honor
a bottle of vodka
and a packet of cigarettes
with all my love
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Be Impeccable with your word
Silêncio!
Não mate com palavras o que tenho para te olhar
Nos maxilares dormentes de quem muito fala
um espaço para ouvir
um tempo, sem pressa, de contemplar.
Não escreve poesia.
Não fala coisas bonitas
Ela fala demais,
bebe demais,
trepa demais.
Num pulo de falas ele chega de manso
come pelas beiradas as vogais do seu sono,
invade o corpo com a língua,
e a alma com o olhar triste.
Treme inteiro
será verdade?
Ela acreditou.
"Why your word? Your word is the power that you have to create.Your word is the gift that comes directly from God.Through the word you express your creative power.What you dream, what you feel, and what you really are, will be manifested through the word."
The Four Agreements - Miguel Ruiz
Não mate com palavras o que tenho para te olhar
Nos maxilares dormentes de quem muito fala
um espaço para ouvir
um tempo, sem pressa, de contemplar.
Não escreve poesia.
Não fala coisas bonitas
Ela fala demais,
bebe demais,
trepa demais.
Num pulo de falas ele chega de manso
come pelas beiradas as vogais do seu sono,
invade o corpo com a língua,
e a alma com o olhar triste.
Treme inteiro
será verdade?
Ela acreditou.
"Why your word? Your word is the power that you have to create.Your word is the gift that comes directly from God.Through the word you express your creative power.What you dream, what you feel, and what you really are, will be manifested through the word."
The Four Agreements - Miguel Ruiz
The Indian Food

Há mais de ano que penso em escrever sobre esse lugar.
The Indian food em Williamsburg.
A porta de entrada denuncia.
Os arranjos de casa mesa, em pequenas flores sem cheiro.
Os pratos de metal, aquele metal antigo, com bordas desenhadas.
Nas três tijelinhas, uma tomate e cebola, na segunda molhinho apimetado verde e a terceira o adocicado.
Dessa vez fomos atendidos por um novo indiano, mais jovem, mais falante, sem tanto sotaque.
Mas igualmente fofo.
O garçom mais antigo trajava o mesmo paletó e gravata de sempre.
As bochechas redondas e os dentinhos típicos dos indianos que vejo por aqui.
Pra começar, a orgia alimentar, a inesquecível Samosa, vinho tinto e copos de água.
A cada aparição do garçom meus pensamentos partem diretamente para a India.
Imaginando a casa que a família deixou, os pratos de metal que trouxeram e as esperanças da nova vida longe de sua terra.
Os pedidos, mesmo com sabores diferentes, em sua maioria tem a mesma escala de cor, do ocre ao terracota, salvo os verdes berrantes da Samosa. Bown rice sempre e o pão de vento como gosto de chamar.
A luz pequena, velas nas mesas e conversas em meio tom.
Acho incrível que se possa comer tão bem pagando tão pouco e sentindo todas essas sensações.
A magia do lugar está no guardanapo cor salmão, nos pratos de metal, no sorriso tímido do velho indiano, nas flores de tecido, na mistura de erva doce para limpar os dentes.
Quando as coisas mais cafonas do mundo conseguem ser as mais belas.
Para um lugar cafona, só uma frase cafona:
Nossas raízes nunca serão arrancadas da alma.
Amém!
Diário truncado
Quarta-feira, dia sei lá qual.
Hora de desligar das pendências e partir rumo ao conhecido mais desconhecido de todos.
Dessa vez o lado Leonina ficou de lado e fui pro aeroporto de taxi.
Ninguém me levou.
Não teve aflição pré flight.
By my self e bem confortável com isso.
As frases compridas em portugues me fogem.
Díficil raciocinar em longos períodos com todas as vírgulas, parenteses e entrelinhas.
Quando se escreve sobre um dia que já passou, fica difícil lembrar a ordem dos acontecimentos.
Só ficam os flashes, os olhares e as cores.
e a primeira música a tocar no avião parecia ser uma encomenda.Era a nossa música.
Cabia perfeitamente no tamanho da minha excitação.
Mais uma strange e inexplicável coisa no ar...
Algumas horas encolhida e engolida pela poltrona desconforttável, foi o voo mais curto de todos.
Sem aquelas malas gigantescas, apenas o necessário, ele disse.
Quinta-feira
Atlanta por algumas horas e a area de fumantes estava repleta de soldados americanos e seus muitos cigarros.
-Hey guys thanks for all!
Entrou no restaurante uma daquelas americanas negras, lindas, e disse aos rapazes recém saídos da adolescência.
Nunca fui a favor de guerra, mas me pareceu poético, todos aqueles meninos, acreditando numa causa, mesmo que fosse uma causa doentia e covarde. Como os pensamentos de uma fumante podem ficar turvos após 12 horas sem fumar!
Conheci uma mulher de meia idade, seus 50 anos, fumava um cigarro atrás do outro e muito simpática perguntou se no Brasil realmente existia toda aquela floresta.
O que me recordou a primeira vez que saí do Brasil, e um cara da Austrália perguntou se nós vivíamos em casas de árvore.
E eu na minha brincadeira adolescente fiz ele creer que comia banana o tempo todo.Só para alimentar suas fantasias.
Pois bem, naquela época a tal globalização não tinha invadido nossas casas.Era até perdoável.
De qualquer maneira, ela, cujo nome me foge a mente, era extremamente agradável, fumamos juntas por horas.
Um cochilo de uma hora e lá estava a vista perfeita.
A costa do estado de New York.
Meu GPS meio bichado ativado, meia hora a mais estaria fora daquele ar condicionado e feliz da vida!
Como fazer um diário sem os detalhes?
Os detalhes, uma camiseta surrada e uma calça super bem cortada e o sorriso de enfim.
O sorriso sem culpa, sem mágoa, sorriso de coração aquietado pelo céu de rever a incompletude.
Poucos momentos me senti tão em casa como em Williamsburg.
North 5 e corpo de lugar nenhum.
Cheguei aonde eu queria.
Mal sabia todas as surpresas me que me aguardavam.
P.S.Realmente só meninas boas fazem diário. As más não têm tempo para isso!
Hora de desligar das pendências e partir rumo ao conhecido mais desconhecido de todos.
Dessa vez o lado Leonina ficou de lado e fui pro aeroporto de taxi.
Ninguém me levou.
Não teve aflição pré flight.
By my self e bem confortável com isso.
As frases compridas em portugues me fogem.
Díficil raciocinar em longos períodos com todas as vírgulas, parenteses e entrelinhas.
Quando se escreve sobre um dia que já passou, fica difícil lembrar a ordem dos acontecimentos.
Só ficam os flashes, os olhares e as cores.
e a primeira música a tocar no avião parecia ser uma encomenda.Era a nossa música.
Cabia perfeitamente no tamanho da minha excitação.
Mais uma strange e inexplicável coisa no ar...
Algumas horas encolhida e engolida pela poltrona desconforttável, foi o voo mais curto de todos.
Sem aquelas malas gigantescas, apenas o necessário, ele disse.
Quinta-feira
Atlanta por algumas horas e a area de fumantes estava repleta de soldados americanos e seus muitos cigarros.
-Hey guys thanks for all!
Entrou no restaurante uma daquelas americanas negras, lindas, e disse aos rapazes recém saídos da adolescência.
Nunca fui a favor de guerra, mas me pareceu poético, todos aqueles meninos, acreditando numa causa, mesmo que fosse uma causa doentia e covarde. Como os pensamentos de uma fumante podem ficar turvos após 12 horas sem fumar!
Conheci uma mulher de meia idade, seus 50 anos, fumava um cigarro atrás do outro e muito simpática perguntou se no Brasil realmente existia toda aquela floresta.
O que me recordou a primeira vez que saí do Brasil, e um cara da Austrália perguntou se nós vivíamos em casas de árvore.
E eu na minha brincadeira adolescente fiz ele creer que comia banana o tempo todo.Só para alimentar suas fantasias.
Pois bem, naquela época a tal globalização não tinha invadido nossas casas.Era até perdoável.
De qualquer maneira, ela, cujo nome me foge a mente, era extremamente agradável, fumamos juntas por horas.
Um cochilo de uma hora e lá estava a vista perfeita.
A costa do estado de New York.
Meu GPS meio bichado ativado, meia hora a mais estaria fora daquele ar condicionado e feliz da vida!
Como fazer um diário sem os detalhes?
Os detalhes, uma camiseta surrada e uma calça super bem cortada e o sorriso de enfim.
O sorriso sem culpa, sem mágoa, sorriso de coração aquietado pelo céu de rever a incompletude.
Poucos momentos me senti tão em casa como em Williamsburg.
North 5 e corpo de lugar nenhum.
Cheguei aonde eu queria.
Mal sabia todas as surpresas me que me aguardavam.
P.S.Realmente só meninas boas fazem diário. As más não têm tempo para isso!
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